Todos os Santos, festa luminosa
Celebrar os santos e não se deixar seduzir pelas trevas do Halloween — é o apelo da Associação Internacional de Exorcistas.
O truque mais subtil do demónio é fazer crer que ele não existe.
Ou que não há risco em conviver com ele.
“É preciso recordar que o Mal age sempre impondo-se através de meios ambíguos e duvidosos, com duplo sentido, ou até por formas diversas de violência”, salienta Dom Michel Jorrot, abade da Abadia de Clervaux e exorcista da Diocese do Luxemburgo.
É um pouco o que acontece em torno do Halloween, uma festa teoricamente comercial, cuja celebração é apresentada como uma ocasião de convívio alegre e inofensivo.
Na noite de 31 de outubro para 1 de novembro, miúdos e graúdos, mascarados, vão bater às portas dos vizinhos, cujas casas foram decoradas com teias de aranha e abóboras sorridentes.
Por que razão privar-se dessa alegria aparentemente inofensiva?
Porque o Halloween não é uma festa laica, mas uma celebração religiosa pagã, relançada há cerca de trinta anos na nossa região. Tem as suas raízes em práticas anteriores à cristianização — em particular na festa de Samhain, durante a qual os druidas realizavam rituais mágicos.
Celebrar o Halloween é, de certa forma, apagar o imenso trabalho de evangelização e cristianização das antigas festas pagãs, realizado pelos primeiros cristãos — precisamente quando o tema diocesano deste ano nos convida a ser uma Igreja em missão.
Um alerta da Associação Internacional de Exorcistas
A Associação Internacional de Exorcistas (AIE), organismo reconhecido pela Santa Sé, lançou um alerta.
“Ao contrário da Solenidade de Todos os Santos, o Halloween propõe temas sombrios, como a violência mortal, a zombaria da morte ou a sua exaltação desesperada, o macabro, o horror, o oculto, a feitiçaria e o demoníaco”, explica o padre Francesco Bamonte, vice-presidente da AIE, num comunicado publicado em italiano a 28 de outubro.
As personagens do Halloween, que inspiram as fantasias de crianças e adultos, são monstros, vampiros, fantasmas, esqueletos, lobisomens, zombies, bruxas e demónios.
Entrar voluntariamente em contacto com este universo não é isento de riscos.
“Aqueles que celebram o Halloween, mesmo sem intenção de se associar à bruxaria ou de prestar culto ao demónio, acabam, de facto, por se ligar a estas realidades tenebrosas”, adverte o padre Bamonte.
“Orientar as novas gerações para o feio e o obscuro através do Halloween é indicar-lhes uma direção oposta àquilo que é bom e verdadeiro, e portanto a Deus, que é a fonte do verdadeiro, do bom e do belo.
As crianças, os adolescentes e os jovens precisam de beleza, não de feiura; de bondade, não de maldade; de verdade, não de mentira; de bem, não de mal.
A beleza sobrenatural, aquela que resplandece em Cristo, na Virgem Maria, nos Anjos e nos Santos, ajuda-os a distinguir o que é verdadeiro do que é falso, o que é bom do que é mau.”
Alternativas luminosas
Para consolar as crianças e ajudá-las a compreender por que motivo, como católicos, não podemos celebrar o Halloween, a festa de Todos os Santos é o contraponto perfeito.
Aqui ficam algumas ideias para celebrá-la com alegria:
No sábado, 1 de novembro, das 14h30 às 17h, o Centro Espiritual do Cents organiza uma festa de Todos os Santos para crianças.
Os mais pequenos são convidados a vir mascarados do seu santo preferido, para uma tarde de jogos e alegria — sem esquecer a oração, que é, recordemos, a única arma eficaz contra o demónio.
No cinema, destaca-se a ante-estreia do filme de animação Le Roi des rois, no domingo, 2 de novembro, às 10h.
Do outro lado da fronteira, os nossos irmãos belgas organizam desde 2008 o festival HolyWins (“a santidade vence”): um dia que começa com a missa de Todos os Santos, continua com um almoço partilhado, um grande jogo para descobrir os santos e termina com um concerto de louvor à noite.
A iniciativa também se desenvolve em muitas paróquias de França.
E, por fim, se as crianças residentes no Luxemburgo quiserem ir tocar às portas, poderão fazê-lo na bela festa de Liichtmëssdag, a Apresentação do Senhor, no dia 2 de fevereiro.
Associação Internacional de Exorcistas (AIE)
A AIE foi criada em 1994 e reconhecida pela Igreja como associação privada de fiéis em 2014. Conta com cerca de 900 exorcistas membros em todo o mundo.
Após um período probatório de vários anos, os seus estatutos definitivos foram formalmente aprovados pela Santa Sé em 1 de outubro de 2025.
Estes estatutos garantem que o ministério, tão delicado, do exorcismo seja exercido com competência, responsabilidade e prudência.
Por ocasião do Halloween, a AIE publicou online um vídeo em alemão, italiano e espanhol.
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